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	<title>Sobre Teatro &#124; Marcos Damigo</title>
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		<title>Atores produtores</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 15:02:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosnauta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fui a três espetáculos no Rio de Janeiro, completamente diferentes entre si, mas com uma coisa em comum: eram projetos capitaneados por atores. Isso me fez refletir sobre uma situação que é bastante comum hoje em dia (eu mesmo acabei de viver essa experiência em Deus é um DJ). De um modo geral, sinto que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=688&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Fui a três espetáculos no Rio de Janeiro, completamente diferentes entre si, mas com uma coisa em comum: eram projetos capitaneados por atores. Isso me fez refletir sobre uma situação que é bastante comum hoje em dia (eu mesmo acabei de viver essa experiência em <a title="Deus é um DJ" href="http://www.deusdj.com" target="_blank">Deus é um DJ</a>).</p>
<p style="text-align:justify;">De um modo geral, sinto que quando um ator se dispõe a encarar essa tarefa hercúlea de produzir e atuar ao mesmo tempo, ele assume suas convicções artísticas com mais clareza (a não ser que o faça só para exercício de sua própria vaidade, o que felizmente não foi nenhum dos casos). E com certeza a cena ganha vida, na medida em que essa busca reflete as inquietações artísticas de quem as empreende.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2012/02/4v9o0120x1.jpg"><img class="alignleft  wp-image-693" title="Mariana Ximenes em Os Altruistas" src="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2012/02/4v9o0120x1.jpg?w=144&#038;h=180" alt="" width="144" height="180" /></a>Primeiro vi <a title="Os Altruístas" href="https://www.facebook.com/osaltruistas" target="_blank">Os Altruístas</a>, projeto pessoal de Mariana Ximenes que está em cartaz no Teatro Tom Jobim. O texto de humor corrosivo e politicamente incorreto de Nick Silver dá chance a ela, uma atriz com a carreira consolidada na televisão, de rir de si mesma, pois na peça ela interpreta uma famosa e descompensada atriz de novelas apaixonada por um revolucionário que a explora (interpretado por Miguel Thiré), e com um irmão gay (Kiko Mascarenhas) que se apaixona por um michê (Jonathan Haagensen). Embora ela mesma assuma que a similaridade da personagem com sua própria vida não tenha sido o aspecto mais relevante na escolha do texto, estabelece-se um interessante jogo entre ficção e realidade neste caso. Essa provocação que ela lança a si mesma, a começar por um texto um tanto indigesto, deu origem a um espetáculo de uma teatralidade arriscada, ótimas interpretações e plasticamente bastante interessante. Em sua primeira incursão numa direção solo, foi o ator Guilherme Weber quem apresentou o texto de Nick Silver à atriz, que estava querendo voltar ao teatro depois de nove anos fora dos palcos.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2012/02/392043_162389747197083_135639249872133_163928_1630016785_n.jpg"><img class="alignright  wp-image-690" title="Gustavo Gasparani em As Mimosas..." src="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2012/02/392043_162389747197083_135639249872133_163928_1630016785_n.jpg?w=144&#038;h=144" alt="" width="144" height="144" /></a>Depois fui ver <a title="As Mimosas da Praça Tiradentes" href="https://www.facebook.com/asmimosas" target="_blank">As Mimosas da Praça Tiradentes</a>, projeto de Gustavo Gasparani, que assina o texto com Eduardo Rieche e a direção com Sergio Modena. Gustavo, que tem já em seu currículo algumas experiências bem sucedidas na pesquisa de um teatro musical genuinamente carioca, realiza desta vez sua produção mais ambiciosa, em cartaz no Teatro Carlos Gomes, com banda ao vivo, bailarinos e muito brilho. A peça mistura um pouco da história da Praça Tiradentes, numa tentativa de resgatar sua importância e dignidade, com uma homenagem ao universo das drag queens, travestis e afins, em sua alegria e irreverência. É nítida a maturidade de Gustavo, tanto em cena quanto ao compor o espetáculo com precisão e humor, amparado por um ótimo elenco de homens travestidos.</p>
<p><a href="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2012/02/pre-ii.jpg"><img class=" wp-image-696  alignleft" title="Marta Paret em Mão na Luva, foto Rogerio Barros" src="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2012/02/pre-ii.jpg?w=180&#038;h=119" alt="" width="180" height="119" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Por fim, fui ao último dia de apresentação de <a title="Mão na Luva" href="https://www.facebook.com/maonaluva" target="_blank">Mão na Luva</a>, projeto da atriz Marta Paret. Depois do sucesso de Navalha na Carne de Plinio Marcos, encenado num hotel decadente na Praça Tiradentes, Marta resolveu seguir investindo em locais que se aproximam do universo da obra, misturando assim a ficção com a realidade do seu entorno. Mão na Luva, que conta a história de uma artista plástica em crise conjugal com o marido jornalista (Isaac Bernat), foi encenada no atelier do Daniel Senise. No final da sessão que assisti, Marta fez questão de ressaltar que montou o espetáculo com apenas R$ 50 mil provenientes da Secretaria Municipal de Cultura do Rio, e que naquela segunda temporada a equipe toda estava trabalhando praticamente de graça, já que a bilheteria do espetáculo é irrisória. Mas a falta de recursos não compromete o resultado, pois nesse caso a encenação se aproveita da autenticidade provocada pelo espaço não teatral, e o público se sente um pouco voyeur do drama.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2012/02/291944_111016748999087_3753330_n.jpg"><img class="alignleft  wp-image-691" title="Wendell Bendelack em O Incrível Segredo da Mulher Macaco" src="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2012/02/291944_111016748999087_3753330_n.jpg?w=120&#038;h=180" alt="" width="120" height="180" /></a>Poderia citar muitos outros exemplos, só para ficar nos que estão atualmente em cartaz: depois de oito anos fazendo <a title="Surto" href="https://www.facebook.com/pages/Espet%C3%A1culo-SURTO/304822029534465" target="_blank">Surto</a> (e ainda fazem até hoje), Wendell Bendelack e Rodrigo Fagundes investiram dinheiro do próprio bolso para colocar no palco <a title="O Incrível Segredo da Mulher Macaco" href="https://www.facebook.com/pages/O-Incr%C3%ADvel-Segredo-da-Mulher-Macaco/110836782350417" target="_blank">O Incrível Segredo da Mulher Macaco</a>, em cartaz no Teatro Cândido Mendes. Se aprofundam no estilo que os consagrou, mas agora evoluindo para uma dramaturgia que amarra todos os personagens, e a vontade evidente de brincar com o gênero de suspense cinematográfico à la Hitchcock. <a title="Cozinha e Dependências e Um Dia Como os Outros" href="https://www.facebook.com/duaspecas.cozinhaeumdia" target="_blank">Cozinha e Dependências e Um Dia Como os Outros</a>, dois textos de Agnès Jaoui encenados por Bianca Byington, que também assina a direção com Leonardo Netto, em cartaz no Teatro dos Quatro. <a title="Talvez" href="https://www.facebook.com/pages/Projeto-Talvez/139398842328" target="_blank">Talvez</a>, em cartaz no auditório do SESC Pinheiros em São Paulo, foi escrito e é interpretado por Álamo Facó, que convidou Cesar Augusto, outro ator, para dirigir.</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez esse seja realmente um caminho possível para o teatro. Diante da dificuldade em se levantar uma produção teatral, o apelo que um ator sente quando se identifica com uma história é combustível essencial pra persistir nesta árdua jornada. Mas o caminho é arriscado e pedregoso. Já vi atores serem tragados por questões de produção, deixando o principal, que é o personagem, em segundo plano. Pela minha experiência em Deus é um DJ, sinto que se catalizam processos muito intensos, que nos obrigam a amadurecer como artistas e pessoas, dosando a paixão e a razão para que elas não estejam no lugar e na hora errados, e inclusive a sacrificar tudo o que for necessário para que o projeto se realize da melhor maneira. Mas ao mesmo tempo, o peso da responsabilidade se dilui diante do entusiasmo e de uma convicção tão poderosos.</p>
<p style="text-align:justify;">E, acima de tudo, tenho certeza que todos esses artistas, se questionados, mencionariam a alegria de trazer para dentro do seu sonho diretores, autores, parceiros de cena, iluminadores, cenógrafos e, por fim, o público, para compartilhar do milagre que se realiza em cena todas as noites em que um espetáculo acontece.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobreteatro.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobreteatro.wordpress.com/688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobreteatro.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobreteatro.wordpress.com/688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sobreteatro.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sobreteatro.wordpress.com/688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sobreteatro.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sobreteatro.wordpress.com/688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobreteatro.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobreteatro.wordpress.com/688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobreteatro.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobreteatro.wordpress.com/688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobreteatro.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobreteatro.wordpress.com/688/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=688&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Arte e vida</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 19:48:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosnauta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões sobre o teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje estou especialmente sensível. Uma pessoa muito próxima está passando por um momento bem difícil. Todos nós temos nossos momentos difíceis. Mas esse está sendo realmente difícil. Sim, e daí? É que essa pessoa assistiu Deus é um DJ semana passada. E foi embora dizendo que não sabia se o espetáculo havia feito bem a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=682&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Hoje estou especialmente sensível. Uma pessoa muito próxima está passando por um momento bem difícil. Todos nós temos nossos momentos difíceis. Mas esse está sendo realmente difícil. Sim, e daí?</p>
<p>É que essa pessoa assistiu <a title="Deus é um DJ" href="http://deusdj.com" target="_blank">Deus é um DJ</a> semana passada. E foi embora dizendo que não sabia se o espetáculo havia feito bem a ela. E depois disso uma sucessão de coisas se desencadearam, culminando nesse momento difícil. Que talvez fosse mesmo inevitável. Mas só a sensação de que o fato dela ter assistido ao espetáculo tenha contribuído minimamente pra que as coisas se sucedessem dessa forma e não de outra já foi o suficiente.</p>
<p>Uma atriz, certa vez, interpretava uma personagem que enlouquecia durante a história. Enquanto estávamos ensaiando, sua mãe teve que ser internada. Ela entrou nessa espécie de crise. Achou teatro a coisa mais sem sentido, frágil, boba mesmo. Pra quê imitar uma louquinha, quando a loucura é uma coisa grave, séria, se pessoas sofrem de verdade por causa dela? E essa atriz nunca mais pisou num palco.</p>
<p>Que enorme paradoxo é esse o da arte! Poder nenhum e todo o poder do mundo ao mesmo tempo. Por um lado não passamos de pessoas fingindo ser outras, na frente de um monte de gente que sabe que aquilo tudo é mentira. Por outro, somos espelhos, lentes de aumento, metáforas.</p>
<p style="text-align:justify;">Se o que se passa no palco não refletir de alguma maneira o que se passa com você, sua vida, suas questões e conflitos, provavelmente você achará tudo aquilo uma enorme bobagem. Independente de ser um drama ou uma comédia, ou todas as gradações possíveis entre um e outro.</p>
<p style="text-align:justify;">Caso contrário, você será fisgado. E esse verbo talvez seja perfeito pra definir o que ocorre: fisgar. Como um peixe preso no anzol, você mordeu a isca e agora é arrastado à sua revelia, por esse mundo de metáforas que é o palco.</p>
<p style="text-align:justify;">As consequências desse &#8220;fisgamento&#8221; geralmente são mínimas: você sai com a sensação de que gostou, de que aquilo te fez refletir sobre determinados aspectos da vida, ou sai sentindo que alguma coisa mudou dentro de você, você está mais leve, mais eufórico, mais grave, dependendo de como aquilo que viu se misturou com o seu próprio material humano. Ou sai reclamando, pois ser fisgado pode não ser nada prazeroso!</p>
<p style="text-align:justify;">Uma ou outra vez, e eu agradeço profundamente ter passado por isso algumas vezes (a última delas foi recentemente, assistindo &#8220;Náufragos do Louca Esperança&#8221;, do <a title="Thêátre du Soleil" href="http://www.theatre-du-soleil.fr/thsol/index.php" target="_blank">Théâtre du Soleil</a>), você sente que aquilo mexeu profundamente com você, mobilizou questões fundamentais, alterou o rumo da sua vida naquele momento!</p>
<p style="text-align:justify;">Mas talvez, se você estiver num dia ruim, predisposto a uma ida ao fundo do poço, e assistir exatamente aquilo que esfregaria na sua cara coisas que talvez você até precisasse ver, mas não naquele momento, não daquela maneira, não com aquele viés&#8230; Pronto!</p>
<p style="text-align:justify;">Mas como saber o dia certo pra cada coisa? Como prever o que vamos encontrar ali na próxima esquina?</p>
<p style="text-align:justify;">Daqui a menos de três horas estarei no palco, fazendo a mesma coisa que tenho feito todas as noites de quinta a domingo, com enorme prazer. Mas hoje há uma diferença. Hoje uma dúvida profunda e cruel se apossou de mim.</p>
<p style="text-align:justify;">E quer saber: quem sabe o espetáculo até melhora? Afinal, a vida é combustível pra arte! E certa crueldade é necessária, na arte e na vida.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobreteatro.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobreteatro.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobreteatro.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobreteatro.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sobreteatro.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sobreteatro.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sobreteatro.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sobreteatro.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobreteatro.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobreteatro.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobreteatro.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobreteatro.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobreteatro.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobreteatro.wordpress.com/682/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=682&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">marcosnauta</media:title>
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		<title>Como criar relevância?</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 17:27:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosnauta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões sobre o teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Deus é um DJ]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Num mundo de virtualidades cada vez maiores, onde o bit digital cria a ilusão de uma realidade muitas vezes mais atraente, o teatro permanece como um espaço de resistência para que os encontros reais continuem existindo. Sem negar a importância dos avanços tecnológicos. Sabendo inclusive o quanto tudo isso possibilita um fluxo inacreditável de compartilhamento de saberes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=675&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num mundo de virtualidades cada vez maiores, onde o bit digital cria a ilusão de uma realidade muitas vezes mais atraente, o teatro permanece como um espaço de resistência para que os encontros reais continuem existindo. Sem negar a importância dos avanços tecnológicos. Sabendo inclusive o quanto tudo isso possibilita um fluxo inacreditável de compartilhamento de saberes e experiências. E quanto o teatro mesmo amplia suas possibilidades de jogo a partir da incorporação de novas tecnologias. Mas sem o lastro de uma experiência calcada na sabedoria e no afeto, corremos o risco de ficarmos à deriva no mar de informações indiferenciadas que transbordam de computadores, celulares e tevês.</p>
<p>E mais: como criar relevância em meio a esse excesso de informação que vivemos hoje? Como capturar a atenção de um espectador e compartilhar com ele uma experiência realmente significativa e mobilizadora?</p>
<p><a title="Deus é um DJ" href="http://deusdj.com" target="_blank">Deus é um DJ</a>, espetáculo que estou fazendo atualmente,como idealizador e ator, fala um pouco disso: ele pede pra que cada espectador se posicione em relação ao que é mostrado. Transgredindo bons modos e flertando com a necessidade de serem bem sucedidos, os personagens colocam em xeque várias fronteiras comumente estabelecidas entre certos conceitos: público, privado, arte, mercadoria, real, ficcional… E propõe uma vivência absolutamente calcada no aqui e no agora, mas que se desdobra em virtuais possibilidades de interpretação e cruzamento com o mundo à nossa volta. Aí reside seu fascínio, se é que ele existe realmente.</p>
<div id="attachment_676" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2011/11/340176_10150855396745392_890905391_21297841_1104334958_o.jpg"><img class="size-medium wp-image-676 " src="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2011/11/340176_10150855396745392_890905391_21297841_1104334958_o.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">foto Alexandre Nino (detalhe do cenário)</p></div>
<p>Esse espetáculo está sendo uma experiência completamente diferente pra mim como ator. Minha formação, de Escola de Arte Dramática em São Paulo, foi toda baseada em disciplina, aprofundamento e rigor. E não que isso não seja importante, ou que esses elementos não estejam presentes nesse trabalho. Pelo contrário. Prova disso é que toda a operação de uma parafernália de câmeras, mixers e samplers de vídeo, som e luz são feitas por nós mesmos em cena. Mas ficou muito claro pra mim que chega um momento do processo em que tudo isso precisa ser jogado fora, para que o vôo seja alçado.</p>
<p>Deus é um DJ é um trabalho que não resiste ao menor engessamento. O público precisa ter a clara sensação de que tudo aquilo que se passa à sua frente está acontecendo de fato. Parece simples, mas não é. Uma palavra às vezes um pouco mais &#8220;literária&#8221; pode estragar toda a verossimilhança de uma cena. E essa necessidade de parecer real faz surgir outro dado muito interessante: todos os pequenos &#8220;acidentes&#8221; a que estão sujeitas as obras que se fazem ao vivo, e que normalmente atrapalham a apresentação, no nosso caso ajudam a quebrar esse risco de a coisa ficar teatral demais. Um celular que toca, um barulhinho irritante de papel de bala, um vídeo que não entra, comemorações de gol do lado de fora do teatro, uma pessoa que sai no meio da sessão, são todos exemplos destes pequenos acidentes que nos obrigam a manter os pés e a mente fincados no aqui e agora. E o público nunca sabe de fato o que foi ensaiado e o que está acontecendo apenas naquele momento.</p>
<p>Tenho a sensação que isso tudo faz com que o trabalho fique mais vivo pra quem assiste. Mas será que, retornando à pergunta que originou todo esse papo, estamos conseguindo dar às pessoas alguma coisa especial? Não sei. O que eu posso garantir, para além de qualquer julgamento que se possa fazer sobre uma obra, é que essa é uma batalha que precisa ser conquistada dia-a-dia. Com muito prazer. E o coração aberto.</p>
<p>(variação de um texto publicado em <a title="Deus é um DJ" href="http://www.deusdj.com" target="_blank">www.deusdj.com</a>)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobreteatro.wordpress.com/675/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobreteatro.wordpress.com/675/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobreteatro.wordpress.com/675/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobreteatro.wordpress.com/675/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sobreteatro.wordpress.com/675/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sobreteatro.wordpress.com/675/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sobreteatro.wordpress.com/675/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sobreteatro.wordpress.com/675/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobreteatro.wordpress.com/675/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobreteatro.wordpress.com/675/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobreteatro.wordpress.com/675/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobreteatro.wordpress.com/675/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobreteatro.wordpress.com/675/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobreteatro.wordpress.com/675/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=675&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">marcosnauta</media:title>
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		<title>Obsessões à parte</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 00:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosnauta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Deus é um DJ]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Rubens Paiva]]></category>
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		<description><![CDATA[Como todo artista, ou todo bom artista no meu entendimento, sou movido a obsessões. Minha atual é o espetáculo Deus é um DJ. Temos um site super bacana, onde eu posto coisas sobre a peça, e temos também facebook, twitter, youtube e flickr, pra se fartar de Deus é um DJ! O espetáculo está de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=668&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como todo artista, ou todo bom artista no meu entendimento, sou movido a obsessões. Minha atual é o espetáculo Deus é um DJ. Temos um <a title="Deus é um DJ" href="http://deusdj.com" target="_blank">site</a> super bacana, onde eu posto coisas sobre a peça, e temos também <a title="Deus é um DJ no facebook" href="http://facebook.com/deuseumdj" target="_blank">facebook</a>, <a title="Deus é um DJ no twitter" href="http://twitter.com/deus_dj" target="_blank">twitter</a>, youtube e flickr, pra se fartar de Deus é um DJ!</p>
<p>O espetáculo está de quinta a domingo às 20h no Oi Futuro Flamengo: Rua Dois de Dezembro, 63 &#8211; Flamengo, Rio de Janeiro. Mais informações nos links acima.</p>
<p><a href="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2011/10/322688_10150855393600392_890905391_21297822_644844006_o.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-670" title="322688_10150855393600392_890905391_21297822_644844006_o" src="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2011/10/322688_10150855393600392_890905391_21297822_644844006_o.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobreteatro.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobreteatro.wordpress.com/668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobreteatro.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobreteatro.wordpress.com/668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sobreteatro.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sobreteatro.wordpress.com/668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sobreteatro.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sobreteatro.wordpress.com/668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobreteatro.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobreteatro.wordpress.com/668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobreteatro.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobreteatro.wordpress.com/668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobreteatro.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobreteatro.wordpress.com/668/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=668&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Luis Antonio-Gabriela</title>
		<link>http://sobreteatro.wordpress.com/2011/09/18/luis-antonio-gabriela/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 03:07:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosnauta</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Antonio-Gabriela]]></category>
		<category><![CDATA[Nelson Baskerville]]></category>
		<category><![CDATA[TEMPO_FESTIVAL]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabei de sair de Luis Antonio-Gabriela, espetáculo de Nelson Baskerville com um grupo de jovens atores, a recém-criada Companhia Mungunzá. O espetáculo tem o tom cortante de um acerto de contas do diretor com seu(sua) irmão(ã), que nasceu Luis Antonio e morreu Gabriela. A dura realidade de se sentir desajustado num mundo que exige de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=667&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de sair de Luis Antonio-Gabriela, espetáculo de Nelson Baskerville com um grupo de jovens atores, a recém-criada Companhia Mungunzá. </p>
<p>O espetáculo tem o tom cortante de um acerto de contas do diretor com seu(sua) irmão(ã), que nasceu Luis Antonio e morreu Gabriela. </p>
<p>A dura realidade de se sentir desajustado num mundo que exige de nós definições muito claras em relação aos nossos papeis na sociedade é mostrada com tal sinceridade, inclusive no que isso tem de acerto de contas entre os dois irmãos, que o espetáculo se torna irresistível. Não há como não sucumbir aos afetos distorcidos, reforçados pela teatralidade que soluciona muito bem a cena.</p>
<p>Gostaria de assistir a esse espetáculo numa sessão com travestis. Gostaria de saber como eles reagiriam a esse retrato, de uma vida muito dificultada pela incapacidade da nossa sociedade de lidar com um assunto tão complexo como esse da identidade de gênero. </p>
<p>Imperdível.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobreteatro.wordpress.com/667/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobreteatro.wordpress.com/667/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobreteatro.wordpress.com/667/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobreteatro.wordpress.com/667/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sobreteatro.wordpress.com/667/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sobreteatro.wordpress.com/667/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sobreteatro.wordpress.com/667/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sobreteatro.wordpress.com/667/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobreteatro.wordpress.com/667/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobreteatro.wordpress.com/667/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobreteatro.wordpress.com/667/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobreteatro.wordpress.com/667/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobreteatro.wordpress.com/667/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobreteatro.wordpress.com/667/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=667&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">marcosnauta</media:title>
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		<title>Os Idiotas</title>
		<link>http://sobreteatro.wordpress.com/2011/06/27/os-idiotas/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 17:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosnauta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Clássico de Dostoiévski rende duas adaptações para os palcos Dostoiévski é fonte inesgotável de histórias para o teatro e o cinema, disso todos sabem. Seus contos e romances já renderam incontáveis adaptações, como as recentes “Sonho de um Homem Ridículo”, monólogo interpretado por Celso Frateschi, e “Um Coração Fraco”, adaptação de Domingos de Oliveira com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=635&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:justify;">Clássico de Dostoiévski rende duas adaptações para os palcos</h2>
<p style="text-align:justify;">Dostoiévski é fonte inesgotável de histórias para o teatro e o cinema, disso todos sabem. Seus contos e romances já renderam incontáveis adaptações, como as recentes “Sonho de um Homem Ridículo”, monólogo interpretado por Celso Frateschi, e “Um Coração Fraco”, adaptação de Domingos de Oliveira com Caio Blat no elenco. Woody Allen transpôs a novela “Crime Castigo” pro seu “<a title="Match Point" href="http://www.imdb.com/title/tt0416320/">Match Point</a>” em 2005. E por aí vai.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas é rara a oportunidade de ver uma mesma obra em duas versões praticamente simultâneas. E é justamente isso que vai acontecer agora no Rio de Janeiro, com a vinda da <em>mundana companhia</em> de São Paulo para uma brevíssima temporada no Teatro Tom Jobim do Jardim Botânico, e a estreia em agosto do espetáculo dirigido por Fábio Ferreira no Parque das Ruínas, em Santa Teresa.</p>
<p style="text-align:justify;">Outra peculiaridade, neste caso, é que as duas montagens, cada uma à sua maneira, pesquisam novas linguagens ao verter o livro para a cena.</p>
<p style="text-align:justify;">“O Idiota – uma novela teatral”, dirigido por Cibele Forjaz e ganhador do Prêmio APCA, reúne atores de alguns importantes coletivos teatrais da cidade de São Paulo: Teatro Oficina, Teatro da Vertigem, Cia. Livre e Companhia da Mentira. A concepção partiu da premissa de que o original foi escrito em formato de folhetim, com capítulos publicados no jornal, da mesma maneira como acompanhamos hoje uma novela de televisão. O resultado disso é um espetáculo em doze capítulos, que podem ser conferidos todos no mesmo dia, numa maratona de mais de seis horas, ou em três dias consecutivos.</p>
<p style="text-align:justify;">Já “O Idiota – primeiro dia”, dirigido por Fabio Ferreira com um conjunto de jovens atores, com estreia marcada para início de agosto, deverá percorrer os espaços do Parque das Ruínas, em Santa Teresa. O espetáculo, que se concentra na primeira parte do romance original, não chega a ser tão acrobático quanto trabalhos anteriores do diretor, garante Sergio Santoian, que interpretará o príncipe idiota do título, mas ainda assim os atores devem escalar as ruínas do parque, ou se aventurar por escadas de ferro. O projeto parte da ideia de que há uma identificação entre o universo moral da obra e a cidade do Rio de Janeiro, em seus contrastes típicos de uma aristocracia decadente.</p>

<a href='http://sobreteatro.wordpress.com/2011/06/27/os-idiotas/oidiota_fotorj_caca-bernardes05/' title='&quot;O Idiota - uma novela teatral&quot; da companhia mundana'><img data-attachment-id='637' data-orig-size='2930,4395' data-liked='0'width="100" height="150" src="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2011/06/oidiota_fotorj_cacc3a1-bernardes05.jpg?w=100&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="foto Cacá Bernardes" title="&quot;O Idiota - uma novela teatral&quot; da companhia mundana" /></a>
<a href='http://sobreteatro.wordpress.com/2011/06/27/os-idiotas/parqueruinas/' title='Parque das Ruínas, cenário do espetáculo &quot;O Idiota - primeiro dia&quot;'><img data-attachment-id='638' data-orig-size='800,534' data-liked='0'width="150" height="100" src="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2011/06/parqueruinas.jpg?w=150&#038;h=100" class="attachment-thumbnail" alt="Parque das Ruínas, cenário do espetáculo &quot;O Idiota - primeiro dia&quot;" title="Parque das Ruínas, cenário do espetáculo &quot;O Idiota - primeiro dia&quot;" /></a>

<p style="text-align:justify;"><span id="more-635"></span>“O Idiota – uma novela teatral”</p>
<p style="text-align:justify;">FICHA TÉCNICA</p>
<p style="text-align:justify;">autor | Fiódor Dostoiévski<br />
tradução | Paulo Bezerra<br />
roteiro adaptado | Aury Porto<br />
colaboração dramatúrgica | Vadim Nikitin, Luah Guimarãez e Cibele Forjaz<br />
direção | Cibele Forjaz<br />
elenco | Aury Porto, Fredy Allan, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Luís Mármora, Sergio Siviero, Silvio Restiffe, Sylvia Prado e Vanderlei Bernardino<br />
direção de movimento | Lu Favoreto<br />
direção vocal e interpretativa | Lúcia Gayotto<br />
consultoria teórica | Elena Vassina<br />
assistência de direção | Ivan Andrade<br />
direção musical, trilha sonora e música ao vivo | Otávio Ortega<br />
operação de som e música ao vivo | Ivan Garro<br />
cenografia | Laura Vinci<br />
assistência de cenografia e objetos | Tatiana Tatit e Marília Teixeira<br />
direção de palco | Daniela Colazante e Jamile Valente<br />
figurinos | Joana Porto<br />
assistência de figurino | Bia Rivato<br />
camareira | Leda Maia<br />
luz | Alessandra Domingues<br />
assistência e operação de luz e projeção | Luana Gouveia<br />
arte gráfica | Simone Mina<br />
assistência de arte gráfica | Natalia Zapella<br />
fotografia | Cacá Bernardes<br />
patrocínio | Petrobras<br />
apoio institucional | Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal<br />
direção de produção | Marlene Salgado<br />
realização e produção | mundana companhia<br />
assessoria de imprensa | JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany</p>
<p style="text-align:justify;">SERVIÇO</p>
<p style="text-align:justify;">LOCAL: Galpão das Artes do Espaço Tom Jobim/Jardim Botânico<br />
Rua Jardim Botânico, 1008 tel: 21 2274.7012<br />
ESTREIA: 29 de junho (4ª f), às 17h30<br />
HORÁRIOS: sábado a terça-feira, às 17h30<br />
Sábados às 17h30: parte I [duração: 2h30 sem intervalo]<br />
Domingos às 17h30: partes II e III [duração: 3h30 com 1 intervalo]<br />
Segundas-feiras às 17h30: partes I, II e III [duração: 6h30 com 2 intervalos]<br />
Terças-feiras às 17h30: partes I, II e III [duração: 6h30 com 2 intervalos]<br />
INGRESSOS:<br />
Sábado e domingo [venda casada de ingresso para os dois dias]: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia entrada para idosos, estudantes e  professores da  rede pública)<br />
Sábado e domingo [venda de ingresso separado]: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada para idosos, estudantes e  professores da  rede pública)<br />
Segunda e terça-feira [venda de ingresso para espetáculo na íntegra]: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada para idosos, estudantes e  professores da  rede pública)<br />
(vendas também pelo site <a href="http://ingresso.com/">INGRESSO.COM</a> ou pelo tel. 4003 2330)<br />
CAPACIDADE: 70 espectadores CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 14 anos<br />
TEMPORADA: até 1º de agosto</p>
<p style="text-align:justify;"> “O Idiota – primeiro dia”</p>
<p style="text-align:justify;">FICHA TÉCNICA</p>
<p style="text-align:justify;">direção | Fábio Ferreira<br />
assistente de Direção | Alessandra Gélio<br />
autor | Fiódor Dostoiévski<br />
dramaturgia | Oscar Saraiva<br />
direção de Movimento | Rafaela Amodeo<br />
direção Musical | Zé Luis Rinaldi<br />
cenário | Suzana Queiroga<br />
figurinos | Ticiana Passos<br />
iluminação | Lara Cunha<br />
programação Visual | Tania Grillo<br />
elenco | Bruna Brignol, João Lucas Romero, Natacha Gaspar, Pedro Emanuel, Sergio Santoian e Yasmin Garcez<br />
direção de Produção | Aline Mohamad<br />
produção Executiva | Alice Coutinho e Ana Lélis<br />
administração | Talitha Caetano</p>
<p style="text-align:justify;">SERVIÇO</p>
<p style="text-align:justify;">LOCAL: Parque das Ruínas &#8211; Rua Murtinho Nobre, 169 &#8211; Santa Teresa<br />
TELEFONE: (021) 2252-1039<br />
ESTREIA: 05 de agosto<br />
TEMPORADA: sexta a domingo às 19 horas, até fim de agosto<br />
PREÇO: a definir</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobreteatro.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobreteatro.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobreteatro.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobreteatro.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sobreteatro.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sobreteatro.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sobreteatro.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sobreteatro.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobreteatro.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobreteatro.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobreteatro.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobreteatro.wordpress.com/635/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobreteatro.wordpress.com/635/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobreteatro.wordpress.com/635/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=635&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">marcosnauta</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">&#34;O Idiota - uma novela teatral&#34; da companhia mundana</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2011/06/parqueruinas.jpg?w=150" medium="image">
			<media:title type="html">Parque das Ruínas, cenário do espetáculo &#34;O Idiota - primeiro dia&#34;</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>La Omisión de la Família Coleman</title>
		<link>http://sobreteatro.wordpress.com/2011/06/22/la-omision-de-la-familia-coleman/</link>
		<comments>http://sobreteatro.wordpress.com/2011/06/22/la-omision-de-la-familia-coleman/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 14:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosnauta</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[La Omisión de la Família Coleman]]></category>
		<category><![CDATA[SESC Consolação]]></category>
		<category><![CDATA[Timbre 4]]></category>

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		<description><![CDATA[Premiado espetáculo argentino em São Paulo Quem estiver em São Paulo este fim de semana terá uma chance única pra assistir a um ótimo espetáculo do grupo argentino Timbre 4: La Omision de la Familia Coleman. A peça mostra a crise nas relações entre os membros dessa família, em função da sua decadência econômica. Mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=503&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Premiado espetáculo argentino em São Paulo</h2>
<p><a href="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2011/06/colemanpower.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-504" title="La Omisión de la Família Coleman" src="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2011/06/colemanpower.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Quem estiver em São Paulo este fim de semana terá uma chance única pra assistir a um ótimo espetáculo do grupo argentino <a title="Timbre 4" href="http://www.timbre4.com/" target="_blank">Timbre 4</a>: La Omision de la Familia Coleman.</p>
<p>A peça mostra a crise nas relações entre os membros dessa família, em função da sua decadência econômica. Mas o diferencial nesta abordagem, de um tema que já foi tão explorado pela dramaturgia, é a maneira inusitada como se costuram as relações familiares.</p>
<p>Um humor nascido da identificação com o patético permeia a obra e acaba potencializando seu aspecto mais trágico. Se por um lado nos identificamos com os personagens, enquanto seres fadados à imperfeição e ao erro, por outro essa constatação não deixa de ter um aspecto libertador.</p>
<p>O trabalho, que já rendeu à companhia diversos prêmios, é resultado de um longo processo de pesquisa onde o texto foi sendo desenvolvido de forma colaborativa entre direção e elenco.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://sobreteatro.wordpress.com/2011/06/22/la-omision-de-la-familia-coleman/"><img src="http://img.youtube.com/vi/l_1aJOs-RGI/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><span id="more-503"></span></p>
<p>FICHA TÉCNICA</p>
<p>Abuela: Araceli Dvoskin<br />
Meme: Miriam Odorico<br />
Verónica: Inda Lavalle<br />
Marito: Lautaro Perotti<br />
Gabi: Tamara Kiper<br />
Damián: Diego Faturos<br />
Hernán: Gonzalo Ruiz<br />
Medico: Jorge Castaño<br />
Roteiro e direção: Claudio Tolcachir<br />
Assistência de direção: Macarena Trigo<br />
Iluminação: Omar Possemato<br />
Produção: Maxime Seugé e Jonathan Zak</p>
<p>SERVIÇO</p>
<p>Teatro Anchieta/SESC Consolação &#8211; R. Dr. Vila Nova 245 – Consolação<br />
Dia(s) 22/06, 23/06, 24/06, 25/06, 26/06<br />
Quarta à sábado às 21h, domingo às 19h.</p>
<p>R$ R$ 32,00 [inteira]<br />
R$ R$ 16,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]<br />
R$ R$ 8,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]</p>
<p>Não recomendado para menores de 12 anos</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobreteatro.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobreteatro.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobreteatro.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobreteatro.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sobreteatro.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sobreteatro.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sobreteatro.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sobreteatro.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobreteatro.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobreteatro.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobreteatro.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobreteatro.wordpress.com/503/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobreteatro.wordpress.com/503/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobreteatro.wordpress.com/503/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=503&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">marcosnauta</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">La Omisión de la Família Coleman</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Depois do fim</title>
		<link>http://sobreteatro.wordpress.com/2010/10/16/depois-do-fim/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Oct 2010 19:11:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosnauta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Os Visitantes - diário de um processo]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa temporada terminou há quase dez dias, e desde então um silêncio profundo se abateu sobre mim. Aos poucos as urgências da vida foram tomando esse espaço, mas em algum lugar uma digestão lenta continuava a se processar. De tudo que passou, algumas certezas: de que tivemos um processo intenso e rico em aprendizado, e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=534&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa temporada terminou há quase dez dias, e desde então um silêncio profundo se abateu sobre mim. Aos poucos as urgências da vida foram tomando esse espaço, mas em algum lugar uma digestão lenta continuava a se processar.</p>
<p>De tudo que passou, algumas certezas: de que tivemos um processo intenso e rico em aprendizado, e graças a isso o espetáculo teve vida. E que temos muito ainda a aprender, e por consequência muito a compartilhar. Afinal, a vida de uma peça de teatro se mede pela capacidade dos atores, e por consequência do diretor, e quem dera do resto da equipe, de descobrir novas possibilidades.</p>
<p>Agradecemos a cada uma das pessoas que ajudou a concretizar essa obra, e principalmente ao público que veio nos visitar.</p>
<p>E que venham outras visitas, em outras salas, com novos desafios e provocações para nos alimentar!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobreteatro.wordpress.com/534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobreteatro.wordpress.com/534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobreteatro.wordpress.com/534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobreteatro.wordpress.com/534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sobreteatro.wordpress.com/534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sobreteatro.wordpress.com/534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sobreteatro.wordpress.com/534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sobreteatro.wordpress.com/534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobreteatro.wordpress.com/534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobreteatro.wordpress.com/534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobreteatro.wordpress.com/534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobreteatro.wordpress.com/534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobreteatro.wordpress.com/534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobreteatro.wordpress.com/534/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=534&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">marcosnauta</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os Dragões</title>
		<link>http://sobreteatro.wordpress.com/2010/10/16/os-dragoes/</link>
		<comments>http://sobreteatro.wordpress.com/2010/10/16/os-dragoes/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 16 Oct 2010 18:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosnauta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia de Teatro Íntimo]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Boechat]]></category>
		<category><![CDATA[Renato Farias]]></category>

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		<description><![CDATA[Dragões de estimação Caio Fernando Abreu talvez seja um dos autores brasileiros que mais renda versões teatrais. E essa popularidade é bastante compreensível, pois sua escrita consegue combinar uma coloquialidade que cai muito bem no palco com a poesia que surge de uma observação sensível da realidade. Junte a isso bons atores e você terá [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=485&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Dragões de estimação</strong></h2>
<p>Caio Fernando Abreu talvez seja um dos autores brasileiros que mais renda versões teatrais. E essa popularidade é bastante compreensível, pois sua escrita consegue combinar uma coloquialidade que cai muito bem no palco com a poesia que surge de uma observação sensível da realidade.</p>
<p>Junte a isso bons atores e você terá a chance de uma bela noite de teatro, daquelas que nos fazem sair com a sensação iluminada de ter roçado de leve nos mistérios da existência…</p>
<p>Este solo, adaptado do conto <em>Os Dragões Não Conhecem o Paraíso</em>, e interpretado por Fernanda Boechat com direção de Renato Farias, não escapa dessa receita.</p>
<p>Sozinha num apartamento, a personagem narra sua convivência com esses seres misteriosos e lúdicos. Essa brincadeira oscila delicadamente entre a vontade de participar que é despertada em nós e a fragilidade da solidão que pode motivá-la. Às vezes se torna inclusive perigosa. E é bom que seja assim, pois brincar de verdade tem seus riscos. Mas, como diz a própria narradora sem nome dessa história, “que seja doce”.</p>
<p>O espetáculo, que encerra temporada no próximo fim de semana no Solar de Botafogo no Rio de Janeiro, faz parte da mostra que comemora os cinco anos da <a title="Cia. de Teatro Íntimo" href="http://companhiadeteatrointimo.vilabol.uol.com.br/home.html" target="_blank">Companhia de Teatro Íntimo</a>, até o início do ano que vem com mais três trabalhos. Pra quem gosta de um teatro mais intimista, como o próprio nome da companhia sugere, vale a pena conferir.</p>
<p><a href="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2010/10/foto-carol-beiriz-os-dragoes.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-487" title="foto Carol Beiriz" src="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2010/10/foto-carol-beiriz-os-dragoes.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span id="more-485"></span></p>
<p>FICHA TÉCNICA<span style="text-decoration:underline;"> </span></p>
<p>Texto: Caio Fernando Abreu</p>
<p>Adaptação: Fernanda Boechat e Renato Farias</p>
<p>Direção: Renato Farias</p>
<p>Elenco: Fernanda Boechat</p>
<p>Direção de Arte: Melissa Paro</p>
<p>Produção de Arte: Flávia Ribeiro e Thiago Mendonça</p>
<p>Figurino: Tânia Oliveira</p>
<p>Trilha Sonora Original: Pupillo</p>
<p>Imagens: Cafi</p>
<p>Iluminação: Paulo César Medeiros</p>
<p>Visagismo: Ton Hill</p>
<p>Preparação Vocal: Jorge Luís Cardoso</p>
<p>Projeto Gráfico: Sergio Campante</p>
<p>Produção Gráfica: Marcus Handofsky</p>
<p>Direção Site: Tarcísio Lara Puiati</p>
<p>Produção Site: Gustavo Mendonça</p>
<p>Fotos de Divulgação: Carol Beiriz</p>
<p>Assessoria de Imprensa: Clarisse Goldberg</p>
<p>Assessoria Assistente: Nara Boechat</p>
<p>Produção Assistente: Bellatrix</p>
<p>Realização: Companhia de Teatro Íntimo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SERVIÇO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os Dragões</p>
<p>Até 17 de outubro</p>
<p>Sextas e sábados 21h e domingos 20h</p>
<p>Espaço II Teatro Solar de Botafogo<br />
Rua General Polidoro, nº 180 &#8211; Botafogo &#8211; Rio de Janeiro &#8211; RJ</p>
<p>(21) 2543 5411</p>
<p>Censura 14 anos</p>
<p>Duração 55 minutos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Companhia de Teatro Íntimo &#8211; Ocupação 2010/2011</span></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"> </span></p>
<p>PROGRAMAÇÃO<span style="text-decoration:underline;"> </span></p>
<p>10 de Setembro a 17 de Outubro de 2010 &#8211; OS DRAGÕES</p>
<p>22 de Outubro a 28 de Novembro de 2010 &#8211; ADÉLIA</p>
<p>3 a 19 de Dezembro e 7 a 23 de Janeiro de 2011 &#8211; COISAS DE CABECEIRA, JOÃO</p>
<p>28 de Janeiro a 27 de Fevereiro de 2011 &#8211; CUIDADO COM O CÃO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sempre às sextas e Sábados às 21h e Domingos às 20h</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sobreteatro.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sobreteatro.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sobreteatro.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sobreteatro.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sobreteatro.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sobreteatro.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sobreteatro.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sobreteatro.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sobreteatro.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sobreteatro.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sobreteatro.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sobreteatro.wordpress.com/485/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sobreteatro.wordpress.com/485/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sobreteatro.wordpress.com/485/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=485&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">marcosnauta</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://sobreteatro.files.wordpress.com/2010/10/foto-carol-beiriz-os-dragoes.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">foto Carol Beiriz</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O arcaico e o moderno se encontram no Oficina</title>
		<link>http://sobreteatro.wordpress.com/2010/10/09/o-arcaico-e-o-moderno-se-encontram-no-oficina/</link>
		<comments>http://sobreteatro.wordpress.com/2010/10/09/o-arcaico-e-o-moderno-se-encontram-no-oficina/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Oct 2010 14:42:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcosnauta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões sobre o teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Oficina]]></category>
		<category><![CDATA[Zé Celso Martinez Corrêa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sobreteatro.wordpress.com/?p=478</guid>
		<description><![CDATA[Resenha sobre o Teatro Oficina e o uso do audiovisual nos seus espetáculos.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sobreteatro.wordpress.com&amp;blog=6413495&amp;post=478&amp;subd=sobreteatro&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O que há de mais sofisticado hoje em termos do cruzamento entre teatro e artes audiovisuais, no Brasil e talvez no mundo, é o trabalho capitaneado pelo diretor Zé Celso Martinez Corrêa à frente do <a href="http://teatroficina.uol.com.br/">Teatro Oficina</a>.</p>
<div id="conteudo">
<p style="text-align:justify;"><a href="http://tempofestival.com.br/simultaneo/files/2010/10/a_terra_aves_marcos_camargo.jpg"><img title="a_terra_aves_marcos_camargo" src="http://tempofestival.com.br/simultaneo/files/2010/10/a_terra_aves_marcos_camargo.jpg" alt="" width="420" height="280" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Nos próximos dias será lançada em DVD a saga de <a href="http://teatroficina.uol.com.br/menus/45/posts/380">Os Sertões</a>, série de cinco filmes gravados a partir das peças que o diretor montou baseado na obra de Euclides da Cunha. Para se ter uma ideia da dimensão do projeto, foram 810 horas de material bruto, captados a partir de onze câmeras móveis, uma delas instalada numa grua, além de uma steady cam e uma flying cam. Oito das câmeras eram manipuladas por diretores de cinema ou diretores de fotografia. Com as câmeras inseridas na cena e a equipe participando ativamente do espetáculo, é de se esperar que o resultado seja bem interessante.</p>
<p style="text-align:justify;">Além disso, é possível assistir <a href="http://teatroficina.uol.com.br/aovivo">ao vivo</a> às apresentações que o grupo vem realizando pelo país (as próximas serão em Belo Horizonte no mês de outubro). E no próprio teatro, para quem tem o privilégio de presenciar ao vivo a sessão de algum de seus espetáculos, Zé Celso tem encontrado cada vez mais uma harmonia que integra a tecnologia à cena e potencializa os efeitos narrativos. Posso estar enganado, pois ninguém nunca me disse isso, mas acredito que toda essa história começou porque o Teatro Oficina tem uma acústica ruim, e a disposição da plateia nas laterais de um palco comprido não favorece muito a visualização do espetáculo. Lembro de já ter sofrido muito por não conseguir ouvir o que era dito em cena, ou de me sentir literalmente distante de algo que ocorria do outro lado do teatro.</p>
<p style="text-align:justify;">Aos poucos, Zé Celso começou a inserir microfones e câmeras em seus espetáculos e a projetar imagens por todo o espaço. A partir daí algo muito interessante começou a acontecer: é comum em suas peças o cruzamento geral e irrestrito entre os planos da(s) ficção(ões) e o da(s) realidade(s), fazendo com que a cena se desdobre em múltiplas camadas de sentidos. Zé Celso tem a capacidade de falar ao mesmo tempo de muitas coisas, iluminando umas às outras, sem nunca perder a perspectiva de que aquele ato ocorre em tempo e espaço reais, ou seja, no “aqui e agora”.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://tempofestival.com.br/simultaneo/files/2010/10/Picture-3.png"><img title="Picture 3" src="http://tempofestival.com.br/simultaneo/files/2010/10/Picture-3-500x335.png" alt="" width="500" height="335" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Pois bem, acredito que, à medida em que câmeras, microfones e projetores de imagens foram sendo incorporados à cena, Zé Celso e sua trupe iniciou um processo de investigação das possibilidades de uso narrativo desses recursos que culminou com o lançamento desses DVDs, das transmissões ao vivo pela internet e de cenas belíssimas em que os atores são projetados sobre o espaço, misturados a outras imagens e às vezes até a textos escritos.</p>
<p style="text-align:justify;">É para mim o melhor exemplo da tecnologia colocada a serviço da arte.</p>
<p style="text-align:justify;">(Esta resenha também foi publicada no <a title="Simultâneo" href="http://tempofestival.com.br/simultaneo/2010/10/01/o-arcaico-e-o-moderno-se-encontram-no-oficina/" target="_blank">Simultâneo</a>, blog colaborativo do <a title="TEMPO_FESTIVAL" href="http://tempofestival.com.br/" target="_blank">TEMPO_FESTIVAL</a>.</p>
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