Acabei de sair de Luis Antonio-Gabriela, espetáculo de Nelson Baskerville com um grupo de jovens atores, a recém-criada Companhia Mungunzá.
O espetáculo tem o tom cortante de um acerto de contas do diretor com seu(sua) irmão(ã), que nasceu Luis Antonio e morreu Gabriela.
A dura realidade de se sentir desajustado num mundo que exige de nós definições muito claras em relação aos nossos papeis na sociedade é mostrada com tal sinceridade, inclusive no que isso tem de acerto de contas entre os dois irmãos, que o espetáculo se torna irresistível. Não há como não sucumbir aos afetos distorcidos, reforçados pela teatralidade que soluciona muito bem a cena.
Gostaria de assistir a esse espetáculo numa sessão com travestis. Gostaria de saber como eles reagiriam a esse retrato, de uma vida muito dificultada pela incapacidade da nossa sociedade de lidar com um assunto tão complexo como esse da identidade de gênero.
Imperdível.
Interessante essa sugestão Marcos, realmente o mundo dos travestis não é fácil. Eu vivi isso de perto, quando fiz uma matéria sobre eles e o mundo da prostituição em Olinda-PE… Nela, perguntei a cada um deles o sonho de vida… Nutricionista, enfermeira…. todos querem uma profissão. Enunciadas no gênero feminino….
http://jc3.uol.com.br/blogs/blogdosbastidores/canais/noticia/2011/10/03/prostituicao_invade_as_noites_de_olinda_114587.php
Que a peça frutifique Brasil afora
Por: Thais Queiroz em 28/10/2011
às 0:22